UE inicia negociações com os EUA para evitar novas tarifas de Trump

A Comissão Europeia deu início nesta sexta-feira (4) a negociações com o governo dos Estados Unidos para tentar barrar a imposição de novas tarifas sobre produtos importados da União Europeia (UE), anunciadas recentemente pelo presidente Donald Trump.

 

As conversas serão lideradas pelo comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, que afirmou nas redes sociais que a União Europeia irá agir de forma “calma, coordenada e cuidadosa”, mas advertiu que não ficará inerte caso não se chegue a um acordo justo.

Trump anunciou na quarta-feira (3) a aplicação de uma nova taxa de 20% sobre produtos europeus, além de tarifas já em vigor de 25% nos setores de automóveis, aço e alumínio. Segundo o presidente norte-americano, a medida visa fortalecer a indústria dos EUA e punir o que considera práticas comerciais desleais adotadas por países parceiros.

Em reação ao anúncio, o governo português informou que, na próxima semana, representantes do Ministério da Economia se reunirão com 16 associações empresariais de diferentes setores para discutir os impactos das novas tarifas sobre as empresas nacionais e avaliar medidas de mitigação.

“O ministro da Economia, Pedro Reis, e o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, vão iniciar uma série de reuniões para avaliar os impactos nas empresas portuguesas e na economia do país”, informou o ministério em comunicado oficial divulgado na quinta-feira (4).

Em nota enviada anteriormente à agência Lusa, Pedro Reis afirmou que as tarifas anunciadas pelos EUA “não são uma boa notícia para o mundo” e devem ter um impacto “contrário ao desejado”. Ele também destacou que a resposta europeia será conjunta e estratégica.

“A União Europeia certamente responderá de forma unida, com cautela, firmeza e inteligência, inclusive considerando medidas que possam envolver a aplicação de tarifas sobre produtos norte-americanos, caso o cenário protecionista se agrave. Isso poderia impactar os preços dos nossos insumos e o equilíbrio do comércio global”, declarou o ministro.

Leia Também: EUA e América Latina são “vencedores” na imposição de tarifas

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